psicodélicas são as psicólogas da minha madrugada,da minha aurora
violentas são as indecências de minhas discórdias
infinitas são as brisas do vento que leva daqui pra lá
loucos são os sonhos que eu proponho pra mim mesmo
frio é qualquer rio que eu me afogue sozinho
lentas são as lendas dos meus amores
entre taças e tragos,entre vontades desesperos eu lhe desejo
entre azulejos e estrelas,entre as ruas e a lua minha loucura
estranhas são as entranhas do desconhecido
loucos são os fogos de uma paixão
solitarios são os quartos dos embriagados
falso é o salto da burguesia
a burguesia fede
a burguesia fede
enquanto houver burguesia...não vai haver poesia