domingo, 24 de abril de 2011

"olhos perfumados"

Comprei relogio pra me atrasar
Num dia frio eu não quero acordar
e encolhido sonhar sonhar
na minha janela o sol não vai raiar
queimei poemas que eu nunca li
amei garotas que nunca conheci
quebrei espelhos que eu não me vi
e filosofei sozinho,so pra mim
o que me convem e escrever e escrever
em outros mundos me perder me perder
e seus cabelos me prender me prender
e seu olhar me enlouquecer me enlouquecer
a minha alma e melhor eu não vender
mas se quiser eu alugo pra você
o que me resta e uma pobre festa
sem convidados so meus olhos perfumados
meus olhos perfumados

I

eu sou da sua insônia uma ovelha desgarrada
um lobo tão faminto nessa velha longa estrada
uma coração derramado,no asfalto molhado
a crônica das dores dos amores,dos trovões arrepiados...
...
eu sou a dose de um "branco seco" na tarde de um dia útil
ou inútil e desatento...com  fadas lambusadas
eu sou o vento que vai bater na sua cara,...,...numa tarde tão ensolarada
eu sou o inimigo,o amigo,o bom,o ruim,o incomformismo e  a inperfeição
o poema
o disco
e o livro empoeirado
eu sou o beijo da traição
eu sou a alegria dessa solidão
sou chuva
sou neblina
sou da causa
a rebeldia

boa noite,fim de semana...

boa noite,fim de semana,...
o sono do sol me leva pra cama,
 e meus passos durante essas noites foram tão sozinhos
minha almofada têm estrelas e nesse céu passa tantos discos voadores e eu nem vejo
creio que a mitologia grega  provoca meu leve desespero
boa noite,fim de semana...
guardo no peito muitos defeitos
uma serenata embriagada e gritada pra teu coração ouvir
uma olhar só pra despertar a vontade que eu tenho de fazer você sorrir
as vezes é tão bom se perder num labirinto,...um filme mostra a aurora,mas eu preciso ir embora
ver a hora
do seu infinito
uma dissertação pra cuspir na minha canção
eu não recito shakespeare,mas posso te fazer sorrir...
boa noite,fim de semana...
me traga em outras noites outras esperanças

sexta-feira, 22 de abril de 2011

a noite é um corpo largo

meio em fumaças e um blues arrastado
preparo o lençol,me arranha insanas vontades...
insanas são minhas chamas,queimando ruas
e que o lá menor de uma balada molhada me molhe
a noite é um corpo largo
um estranho retrato que não foi retratado
que abriga mal-tratados
leves foram meus passos nesse corpo largo

sobre um verão blue...

tanta fumaça,tantos inglorios
tantos olhares,tantos divorcios
quantos amores num guarda chuva
quantas paixoes debaixo da lua
quantos poemas te escreverâo?
quantas historias sobre um verão
quantos quintais você se despiu
por quantas semanas você traiu
por quantos invernos se embebedou
por quantos desertos se suicidou
por quantas vezes você chorou
ouvindo o disco que ela comprou?
calço o all star nao quero nem saber
se ando só ouvindo raul dizer
querer o meu não é roubar o seu
pois o que eu quero é só funçao de eu
quantos os quartos você desejou
por quantas memórias voce viajou
por quantas ruas voce se perdeu
por quantos amores voce sofreu
quantas vezes olha pra lua
e o vento te mostra ela nua

extremos passos

acalmo os nervos numa velha estaçao,com um receio estranho de uma cegueira da origem onde piso.É um lugar calmo,seus ventos matinais me acalmam por alguns minutos.Tambem serena,e vejo passaros,eles voam sobre mim,e deixam no ar,uma imaginaçao de voar.Vejo as pessoas em passos deslizantes,aquele senhor sempre cabisbaixo;aquela linda mulher,fazendo sempre aquele caminho,os caes sempre alegres,lindas suas alegrias...escuto um barulho arranhado de uma velha placa,que  me leva em lembranças doces.Estendo minha visao para algumas montanhas em minha contracapa,vejo as nuvens ás tocando,sinto sua força silenciosa,e de longe,algumas arvores parecem balançar somente para mim,e de longe mais passaros insistem á dançar no ceu cinza.Logo após,algumas noites,vigiavam as ruas os meus passos,que por sua vez,vigiavam vestigios de neblinas iluminadas por luzes de postes.E num instante de sublime loucura,me invade corpo e mente,o cheiro poetico do asfalto molhado,um convite molhado  e atraente,atraindo imaginaçoes,onde as flores brilham,onde a lua  fica até mais tarde com voce.Porem,por mais que a noite pareça um longo beijo,caio nas entranhas da aurora,suave,sutil,de certa forma solitaria,de certa forma acompanhada.Lembro de sonhos inexplicaveis e intocaveis,avisto meu oculos me observando,me convidando para uma cançao.Descanso à melodia de PINK FLOYD,dizendo pra mim:"Is there anybody out there?","I've got a little black book with my poems".E diante de uma psicodelia anônima e humilde,sinto cheiro de horizontes antigos,como se avistasse um barco pirata,com cançoes,teorias,filosofias,e um velho violao sorrindo com uma gaita,agora é tarde pra acordar...E em passos "utopicos",sinto-me levitando em  cabelos,com "a cara embriagada no espelho do banheiro"..."me de a mao vamos sair pra ver o sol".percebo que injurias sociais me provocam,,,que lendas sao apenas lendas,com suas oposiçoes ebrias.vejo cartas,e sonho com a janela dela,seria ignorante quebrando o vidro???Ou seria inconveniente com uma serenata?E se do nada,o ar dos poemas das entranhas de minhas palavras anonimas invadissem seu lençol,num toque leve em suas pernas?...instantaneo extasy,repentina lembrança nos arranhando,...Ou seria melhor dormirmos??..                 
encontro-me novamente com a lua,ela acaricia meus pensamentos,tambem me deixa chorar,porem nao me deixa dormir.Se eu nao encontra-la,eu nao preciso perde-la,se eu nao lembra-la,nao preciso tentar esquece-la,mas se eu a vejo,meus passos derrretem,meu olhar se escraviza,se arrasta,se molha,se ofusca.Mais sozinho que o elevador vazio,transformando lagrima em cançao,deito-me na noite,e a insonia me beija,e novamente aquele ar de distancia se aproxima da minha essencia,o amor é um ato insano,que os coraçoes se embriagam,amor platonico e sonhos utopicos me vigiam."Onde eu passo agora nao consigo te encontrar,ou você ja esteve aqui ou nunca vai estar"O cumulo do meu interesse é o ocultismo da minha vontade,e os sonhos sao a estrada que eu prefiro viajar...
Juro!!Juro que vi girassois nos varios olhos do crepùsculo,nas entranhas da tentaçao,nas letras da cançao...Havia uma frase nos olhos dela..."let´s dance...".
 o filme acabou,o radio ligou,o sol me viu por alguns instantes de insanidade com sorrisos e inimigos.insonia,minha amiga,me levou por lugares desconhecidos,e numa nave,voei alto,sobre seus paises...
a noite precisa de um poeta para percorre-la,em depressoes calorosas,roubar flores para nao entregar.me estenderei nos confins dessa madrugada,sairei pra escrever no asfalto uma poesia brega.sinto traiçoes,entao deixo a rua me acalmar,trocar de chao com alguem,meus olhos precisam se fechar,por que o vento me toca diferente?por que lá e nao aqui?se minha aurora beijasse suas horas,gritaria meu silencio,numa chuva sorridente,num infinito particular...
mas as horas corroem pensamentos,e o som daquele violao,me faz ver a porta se abrindo,e aquele doce semblante sorrindo,depois abro os olhos...minha  infancia era melhor...nao me adapto com falsidades,valores futeis e  burguesia predominante nos olhos de cego...
nao gostei desse planeta,prazeres imediatos sem porens,sem pós,sem "alens".no meu era diferente,o amor era lei,a essencia te levitava,os suspiros a queima-roupa,as maos  dadas  para voar...com porem,com pós,com alem.caminhavamos,e a brisa do vento fazia acontecer o que os coraçoes queriam,os olhos brilhavam,os olhares arrepiavam o olhado...but it´s easy.saio daqui,com rastros,caso queira vir,o trem nao fica parado,para sempre amor para jantar,sobremesa de sonhos,depois nos vestimos de imaginaçoes,e no meio da noite,eu puxo a lua pra iluminar a varanda de cristal,piscina de cartas pra você,estrelas sao abajour,o "melhor" é só detalhe...