quinta-feira, 27 de outubro de 2011

vento madrugada

tenho uma garrafa guardada pra quando eu quiser chorar
e me lembrar que as  noites quentes me fazem pensar  e pensar
o silêncio e os gritos do meu amor amor no lá menor do violão
doses de bebida vagabunda numa noite qualquer
o calor de uma vagabunda qualquer
eu e minha sombra na noite longa
e o balcão e o cinzeiro largados junto á mim

domingo, 16 de outubro de 2011

entre e se aqueça

entre vestidos e isqueiros,entre avenidas e becos
entre canções e cabelos,entre a loucura e o desespero
entre indiretas e diretas,entre a porta e a janela
entre o cinzeiro e o cigarro,entre o concreto e o abstrato
entre um porre e outro,entre a banda preferida e o canto rouco
entre o asfalto molhado,entre um grito solitário
entre vinhos e carinhos,entre a presença e a ausência
entre substantivos e adjetivos
você