domingo, 27 de novembro de 2011

delirante

como uma noite de domingo
o último gole de vinho
a canção e o semblante
molhado no fim da tarde
a banda das canções de amor
e os ventos noturnos
desfilam sob as luzes da cidade
monotonia sedentaria
e atitudes invejadas
das inquietudes do coração circence
pintado e dançante
delírios brilhantes
delirantes

sábado, 12 de novembro de 2011

FAÇA-ME

fazer dos buracos dos asfaltos,um refúgio
fazer dos inimigos a distração da tua ausência
fazer da tua ausência  a presença do meu porre
fazer do meu porre a alegria dos postes
e nas luzes dos postes  me ofuscar
na alegria ou na tristeza
na gargalhada e na choradeira
na monotonia e na correnteza
eu vou estar
na página amassada
no disco riscado
no amor,no medo
no mais do mesmo
no seco,no beijo
eu posso estar
mas...pelo menos...
guarda-me diamantes
pra que eu fuja rico...
sorrindo triste
no gosto do feijão
na dor do whisky