acalmo os nervos numa velha estaçao,com um receio estranho de uma cegueira da origem onde piso.É um lugar calmo,seus ventos matinais me acalmam por alguns minutos.Tambem serena,e vejo passaros,eles voam sobre mim,e deixam no ar,uma imaginaçao de voar.Vejo as pessoas em passos deslizantes,aquele senhor sempre cabisbaixo;aquela linda mulher,fazendo sempre aquele caminho,os caes sempre alegres,lindas suas alegrias...escuto um barulho arranhado de uma velha placa,que me leva em lembranças doces.Estendo minha visao para algumas montanhas em minha contracapa,vejo as nuvens ás tocando,sinto sua força silenciosa,e de longe,algumas arvores parecem balançar somente para mim,e de longe mais passaros insistem á dançar no ceu cinza.Logo após,algumas noites,vigiavam as ruas os meus passos,que por sua vez,vigiavam vestigios de neblinas iluminadas por luzes de postes.E num instante de sublime loucura,me invade corpo e mente,o cheiro poetico do asfalto molhado,um convite molhado e atraente,atraindo imaginaçoes,onde as flores brilham,onde a lua fica até mais tarde com voce.Porem,por mais que a noite pareça um longo beijo,caio nas entranhas da aurora,suave,sutil,de certa forma solitaria,de certa forma acompanhada.Lembro de sonhos inexplicaveis e intocaveis,avisto meu oculos me observando,me convidando para uma cançao.Descanso à melodia de PINK FLOYD,dizendo pra mim:"Is there anybody out there?","I've got a little black book with my poems".E diante de uma psicodelia anônima e humilde,sinto cheiro de horizontes antigos,como se avistasse um barco pirata,com cançoes,teorias,filosofias,e um velho violao sorrindo com uma gaita,agora é tarde pra acordar...E em passos "utopicos",sinto-me levitando em cabelos,com "a cara embriagada no espelho do banheiro"..."me de a mao vamos sair pra ver o sol".percebo que injurias sociais me provocam,,,que lendas sao apenas lendas,com suas oposiçoes ebrias.vejo cartas,e sonho com a janela dela,seria ignorante quebrando o vidro???Ou seria inconveniente com uma serenata?E se do nada,o ar dos poemas das entranhas de minhas palavras anonimas invadissem seu lençol,num toque leve em suas pernas?...instantaneo extasy,repentina lembrança nos arranhando,...Ou seria melhor dormirmos??..
encontro-me novamente com a lua,ela acaricia meus pensamentos,tambem me deixa chorar,porem nao me deixa dormir.Se eu nao encontra-la,eu nao preciso perde-la,se eu nao lembra-la,nao preciso tentar esquece-la,mas se eu a vejo,meus passos derrretem,meu olhar se escraviza,se arrasta,se molha,se ofusca.Mais sozinho que o elevador vazio,transformando lagrima em cançao,deito-me na noite,e a insonia me beija,e novamente aquele ar de distancia se aproxima da minha essencia,o amor é um ato insano,que os coraçoes se embriagam,amor platonico e sonhos utopicos me vigiam."Onde eu passo agora nao consigo te encontrar,ou você ja esteve aqui ou nunca vai estar"O cumulo do meu interesse é o ocultismo da minha vontade,e os sonhos sao a estrada que eu prefiro viajar...
Juro!!Juro que vi girassois nos varios olhos do crepùsculo,nas entranhas da tentaçao,nas letras da cançao...Havia uma frase nos olhos dela..."let´s dance...".
o filme acabou,o radio ligou,o sol me viu por alguns instantes de insanidade com sorrisos e inimigos.insonia,minha amiga,me levou por lugares desconhecidos,e numa nave,voei alto,sobre seus paises...
a noite precisa de um poeta para percorre-la,em depressoes calorosas,roubar flores para nao entregar.me estenderei nos confins dessa madrugada,sairei pra escrever no asfalto uma poesia brega.sinto traiçoes,entao deixo a rua me acalmar,trocar de chao com alguem,meus olhos precisam se fechar,por que o vento me toca diferente?por que lá e nao aqui?se minha aurora beijasse suas horas,gritaria meu silencio,numa chuva sorridente,num infinito particular...
mas as horas corroem pensamentos,e o som daquele violao,me faz ver a porta se abrindo,e aquele doce semblante sorrindo,depois abro os olhos...minha infancia era melhor...nao me adapto com falsidades,valores futeis e burguesia predominante nos olhos de cego...
nao gostei desse planeta,prazeres imediatos sem porens,sem pós,sem "alens".no meu era diferente,o amor era lei,a essencia te levitava,os suspiros a queima-roupa,as maos dadas para voar...com porem,com pós,com alem.caminhavamos,e a brisa do vento fazia acontecer o que os coraçoes queriam,os olhos brilhavam,os olhares arrepiavam o olhado...but it´s easy.saio daqui,com rastros,caso queira vir,o trem nao fica parado,para sempre amor para jantar,sobremesa de sonhos,depois nos vestimos de imaginaçoes,e no meio da noite,eu puxo a lua pra iluminar a varanda de cristal,piscina de cartas pra você,estrelas sao abajour,o "melhor" é só detalhe...
mostra aqui tua alma de poeta, e que tua sensibilidade possa mostrar cada vez mais tudo de bom que ha dentro de ti...Deus ilumine seu caminho e te mostre sempre a direçao certa a seguir...te amo filho!!
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